Alex Telles tem sido um dos principais nomes do Botafogo em 2026. Capitão e líder dentro de campo, o lateral-esquerdo vive uma das temporadas mais produtivas de sua carreira, com sete gols marcados pelo clube. A marca está entre as maiores de sua trajetória, ficando atrás apenas dos 13 gols anotados pelo Porto na temporada 2019/2020. O que chama a atenção é a diversidade das finalizações que o camisa 13 tem apresentado.
Além dos gols em penais, que já são conhecidos, Alex vem ampliando seu repertório. Chutes de fora da área, cabeceios, finalizações por cobertura e, especialmente, cobranças de falta têm aparecido com frequência. Essas faltas não são algo que surgiu de repente. Em entrevista, ele revelou que o costume de bater na bola parada começou ainda na infância, graças à influência do pai, José Telles.
Ele contou que quando era criança, o pai o levava para um clube nos arredores para que praticasse os chutes. O exercício era simples, mas exigente: acertar uma camisa posicionada em algum canto do gol. Nem sempre batia com perfeição, mas a insistência criou um hábito que o acompanha até hoje. Essa prática constante desde os 9 ou 10 anos ajudou a formar um diferencial técnico para o jogador, que viu nas bolas paradas uma forma de se destacar como lateral.
A confiança em suas cobranças cresceu ao longo da carreira. Desde o início no Juventude, onde assumiu a responsabilidade das bolas paradas aos 18 anos, até o Botafogo, Telles trabalhou muito esse quesito. No alvinegro, esse arsenal tem sido fundamental para colocar o time em vantagem em jogos importantes, ao aproveitar momentos de bola parada para abrir o placar ou garantir o resultado.
Nesse sentido, os dois últimos gols dele contra Fluminense e Vasco mostram como a prioridade nas cobranças bem colocadas, que atinjam o alvo com precisão, podem virar verdadeiros trunfos. O lateral admite que a busca por gols bonitos é algo constante, frisando que até os pênaltis são pensados para terem qualidade estética e técnica, afastando o conceito de batidas fáceis e previsíveis.
Telles também tem vivido uma nova fase com a chegada do técnico Tite ao Botafogo. O reencontro com o comandante, a quem conhece da seleção brasileira, traz uma motivação extra para o elenco. Segundo o lateral, a presença de Tite vai além da parte técnica e tática, englobando também aspectos comportamentais e emocionais que impactam diretamente no desempenho dos jogadores dentro de campo.
O camisa 13 destaca que o treinador traz uma energia diferente para os treinos e jogos, buscando extrair o melhor da equipe não só tecnicamente, mas também no planejamento mental. Para ele, esse conjunto de detalhes é o que pode fazer a diferença nas próximas partidas, especialmente em uma temporada tão equilibrada como a atual, em que o Botafogo oscila entre lutar contra o rebaixamento e almejar vagas em competições internacionais.
Apesar da boa fase pessoal e da liderança forte, Telles evita traçar metas ousadas para o elenco no momento. Ele prefere que o time siga com foco total nos passos que ainda tem pela frente, buscando evolução diária e tentando manter a competitividade para alcançar o máximo possível até o final da temporada.
Nos próximos jogos, a expectativa é que o goleador alvinegro continue exercendo um papel decisivo, seja convocado para liderar as bolas paradas ou na armação das jogadas ofensivas. O torcedor do Botafogo, que tem acompanhado de perto o crescimento do capitão, pode esperar mais momentos importantes desse camisa 13 que não para de se reinventar.