O Botafogo passou por uma importante mudança recentemente, que vai além do campo. O Clube Social assumiu 99% das ações da SAF, fortalecendo a estrutura administrativa do clube. Enquanto isso, no gramado, Tite tem comandado o Alvinegro e promovido algumas alterações significativas no time. As mudanças já podem ser observadas na escalação e na dinâmica da equipe, mesmo que os resultados ainda não tenham feito a alegria da torcida.
Desde que chegou, o técnico trabalhou cinco partidas pelo Botafogo. O retrospecto acumulado é de uma vitória, um empate e três derrotas, com 26,7% de aproveitamento. O time balançou as redes três vezes e sofreu oito gols diante dos adversários. Essas marcas mostram que o treinador ainda busca o melhor esquema e o entrosamento ideal para a equipe. Enquanto isso, o elenco sente as mudanças no dia a dia e na disputa por vagas entre os titulares.
Uma das principais surpresas na escalação foi o destino do zagueiro Justino. Antes figura constante no time, com 23 jogos em campo e 18 como titular, o defensor ainda não foi utilizado por Tite. Isso mesmo com a ausência de Monzón e Arthur Chaves, que abriria espaço na defesa. O treinador optou por improvisar o lateral Marçal ao lado de Ferraresi para o setor de zaga. Essa decisão abre espaço para o veterano no time titular, que atuou nas últimas três partidas, enquanto Ferraresi foi o único zagueiro a começar todos os cinco duelos desde a chegada do novo comando técnico.
No meio-campo, também houve nova configuração. Huguinho foi titular nos jogos contra Mirassol e Vasco, mas perdeu espaço para Allan, que assumiu a posição na sequência. O jovem meio-campista esteve com a seleção sub-20 durante a Data Fifa, o que acabou contribuindo para a mudança no time. Allan tem aproveitado bem as oportunidades e contra o Internacional entrou em campo no segundo tempo, buscando ajudar a equipe a melhorar o desempenho no Campeonato Brasileiro.
No ataque, Matheus Martins se destaca entre os que recuperaram protagonismo. Tite passou a utilizá-lo pela ponta esquerda, sua posição de preferência, onde ele tem mostrado boa desenvoltura nos duelos individuais. Já a concorrência na referência do ataque segue acirrada. Arthur Cabral começou como titular sob o comando do treinador, mas perdeu a vaga para Tiquinho Soares nas últimas duas partidas. O atacante, que vive uma fase com poucos gols, tenta reencontrar seu espaço e contribuir para a virada no aproveitamento do time.
Outra novidade importante é o maior tempo em campo para o volante Domingos Andrade. Ele entrou nas últimas três partidas contra Coritiba, Chapecoense e Internacional, ganhando sequência que não tinha antes. Antes de Tite, Domingos havia sido utilizado apenas no jogo contra o Vitória, no último compromisso com Franclim Carvalho, o treinador anterior. Apesar disso, outros nomes perderam espaço, como Villalba, que participou somente dos minutos iniciais no primeiro jogo de Tite e desde então foi poucas vezes relacionado.
Essas mudanças refletem as escolhas do treinador em busca de um time mais competitivo. A equipe ainda tenta encaixar os novos ajustes táticos e ganhar ritmo para sair da zona dos resultados negativos. Após o revés por 3 a 0 diante do Internacional, o Botafogo terá uma nova chance de mostrar evolução contra o Remo, na próxima quarta-feira, pela 33ª rodada do Brasileirão. A expectativa da torcida é que a combinação entre estrutura renovada e estratégia em campo comece a dar frutos logo.
Enquanto o clube segue trabalhando nos bastidores e o técnico faz testes no elenco, a torcida permanece firme e confiante. Os dias de jogo já voltam a movimentar a cidade com o clima típico de estádio no Rio de Janeiro: camisas, cachecóis e bandeiras pretas e brancas dão o tom na arquibancada, mostrando a paixão que só o Botafogo desperta. Agora é apoiar, vibrar e acompanhar de perto as mudanças que vão definir o futuro do Fogão nesta temporada.